Is Black Cohosh Good for Menopause?

O Cohosh Preto é Bom para a Menopausa?

A cimicífuga, cientificamente conhecida como Cimifuga racemosa, é uma planta herbácea com uma longa história de utilização medicinal tradicional.

Em particular, se já se encontra na fase da menopausa e começou a sentir alguns sintomas indesejados, é possível que já tenha ouvido falar da sua eficácia no alívio desses sintomas.

Neste artigo, vamos explorar o mundo multifacetado desta planta notável, analisando as suas características, os potenciais benefícios no apoio às mulheres durante a menopausa, as melhores formas de a tomar, e tudo o resto que precisa de saber– para que possa decidir se a cimicífuga é, de facto, indicada para si.

O que é a Cimicífuga?

A cimicífuga é uma planta com flor originária da América do Norte, utilizada na medicina herbal desde o século XIX. É também por vezes designada por bugbane, bug root, black snakeroot, rattleweed, macrotys e rheumatism weed.1-2  Mais concretamente, são utilizadas para fins medicinais a raiz e o rizoma secos.3

Tradicionalmente, tanto na medicina tradicional chinesa como na tradição herbal ocidental, tem sido utilizada para reduzir a dor e acalmar o sistema nervoso.4 Atualmente, continua a ser utilizada como suplemento, sobretudo devido à sua eficácia no alívio dos sintomas da menopausa nas mulheres.

Benefícios da Cimicífuga na Menopausa

Reduz os Afrontamentos

Num estudo com 80 mulheres pós-menopáusicas que sofriam de afrontamentos, verificou-se que as participantes suplementadas com 20 mg de cimicífuga durante 8 semanas tiveram afrontamentos menos frequentes e significativamente menos intensos, tendo também reportado uma melhor qualidade de vida em comparação com antes de iniciarem o suplemento.5

Resultados semelhantes foram encontrados noutro estudo com 120 mulheres com sintomas de menopausa, no qual a suplementação com cimicífuga se mostrou mais eficaz na redução dos afrontamentos e suores noturnos do que a toma de fluoxetina (Prozac), ao fim de 6 meses.6-7

Reduz Outros Sintomas da Menopausa

Numa revisão de vários ensaios clínicos sobre a suplementação com cimicífuga, verificou-se que o seu consumo reduziu significativamente a depressão e a ansiedade durante a menopausa em todos os estudos analisados.8

Além disso, um estudo randomizado e duplamente cego com 48 mulheres pós-menopáusicas mostrou que a cimicífuga melhorou a eficiência do sono e reduziu o tempo de vigília após o início do sono nas participantes.9

Cimicífuga - Efeitos Secundários

De um modo geral, considera-se segura a toma de cimicífuga a curto prazo, mas é importante referir que existem alguns potenciais efeitos secundários associados (embora, na maioria, ligeiros), incluindo:10

  • Desconforto gastrointestinal: como náuseas, mal-estar estomacal ou diarreia
  • Reações alérgicas: como erupção cutânea, comichão ou inchaço (apenas em casos raros)
  • Dores de cabeça e tonturas
  • Preocupações com a saúde do fígado: alguns profissionais de saúde sugerem tomar cimicífuga apenas durante 6 meses a um ano, devido ao maior risco de dano hepático quando utilizada por períodos mais longos.

Dosagem Recomendada e Forma de Consumo

Para o tratamento dos sintomas da menopausa, a dose recomendada é de 20 mg, em linha com a dose utilizada nos estudos relevantes.5 A maioria das marcas de cimicífuga disponíveis no mercado disponibiliza também esta mesma quantidade.

Possíveis Interações

A cimicífuga pode interagir com alguns medicamentos. Eis algumas possíveis interações a ter em conta:

  1. Terapias de Reposição Hormonal (TRH):  A cimicífuga afeta os níveis hormonais, especialmente o estrogénio, pelo que a sua toma em combinação com a TRH pode ter efeitos aditivos que devem ser evitados.11
  2. Medicamentos Reguladores Hormonais: O suplemento pode interferir com medicamentos que afetam os níveis hormonais, como a pílula contracetiva e outros medicamentos para condições como a endometriose ou a síndrome do ovário poliquístico (SOP).12-14

Considerações Finais

A cimicífuga é benéfica para as mulheres na fase da menopausa, tendo demonstrado proporcionar benefícios no alívio de sintomas relacionados com a menopausa, como:

  • afrontamentos,
  • ansiedade,
  • perturbações do sono.

A sua toma a curto prazo mostrou ser segura. Ainda assim, é aconselhável consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tipo de suplemento, especialmente se tiver condições médicas subjacentes ou estiver a tomar outros medicamentos.

Referências:

  1. Wobser, R. W., & Takov, V. (2023). Black Cohosh. In StatPearls. StatPearls Publishing.
  2. Foster, S. (1999). Black Cohosh: A Literature Review. herbalgram.web. Retrieved October 31, 2023, from https://www.herbalgram.org/resources/herbalgram/issues/45/table-of-contents/article2659/.
  3. Leung AY, Foster S. Encyclopedia of Common Natural Ingredients Used in Food, Drugs, and Cosmetics, 2d ed. New York: John Wiley & Sons, 1996, 88-9.
  4. Kaput, K. (2022, October 20). What Black Cohosh can (and can’t) do for menopause symptoms. Cleveland Clinic. https://health.clevelandclinic.org/what-is-black-cohosh/.
  5. Mehrpooya, M., Rabiee, S., Larki-Harchegani, A., Fallahian, A. M., Moradi, A., Ataei, S., & Javad, M. T. (2018). A comparative study on the effect of "black cohosh" and "evening primrose oil" on menopausal hot flashes. Journal of education and health promotion, 7, 36. https://doi.org/10.4103/jehp.jehp_81_17.
  6. Oktem, M., Eroglu, D., Karahan, H. B., Taskintuna, N., Kuscu, E., & Zeyneloglu, H. B. (2007). Black cohosh and fluoxetine in the treatment of postmenopausal symptoms: a prospective, randomized trial. Advances in therapy, 24(2), 448–461. https://doi.org/10.1007/BF02849914.
  7. Shams, T. (2010). Efficacy of black cohosh-containing preparations on menopausal symptoms: a meta-analysis. Database of Abstracts of Reviews of Effects (DARE): Quality-assessed Reviews - NCBI Bookshelf. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK79338/.
  8. Geller, S. E., & Studee, L. (2007). Botanical and dietary supplements for mood and anxiety in menopausal women. Menopause (New York, N.Y.), 14(3 Pt 1), 541–549. https://doi.org/10.1097/01.gme.0000236934.43701.c5.
  9. Jiang, K., Jin, Y., Huang, L., Feng, S., Hou, X., Du, B., Zheng, J., & Li, L. (2015). Black cohosh improves objective sleep in postmenopausal women with sleep disturbance. Climacteric, 18(4), 559–567. https://doi.org/10.3109/13697137.2015.1042450.
  10.  Office of Dietary Supplements - Black Cohosh. (n.d.). https://ods.od.nih.gov/factsheets/BlackCohosh-HealthProfessional/.
  11.  Gao, L., Zheng, T., Xue, W., Wang, Y., Deng, Y., Zuo, H., & Sun, A. (2018). Efficacy and safety evaluation of Cimicifuga foetida extract in menopausal women. Climacteric : the journal of the International Menopause Society, 21(1), 69–74. https://doi.org/10.1080/13697137.2017.1406913.
  12.  Shahin, A. Y., & Mohammed, S. A. (2014). Adding the phytoestrogen Cimicifugae Racemosae to clomiphene induction cycles with timed intercourse in polycystic ovary syndrome improves cycle outcomes and pregnancy rates - a randomized trial. Gynecological endocrinology : the official journal of the International Society of Gynecological Endocrinology, 30(7), 505–510. https://doi.org/10.3109/09513590.2014.895983.
  13.  Shahin, A. Y., Ismail, A. M., Zahran, K. M., & Makhlouf, A. M. (2008). Adding phytoestrogens to clomiphene induction in unexplained infertility patients--a randomized trial. Reproductive biomedicine online, 16(4), 580–588. https://doi.org/10.1016/s1472-6483(10)60465-8.
  14.  Shahin, A. Y., Ismail, A. M., & Shaaban, O. M. (2009). Supplementation of clomiphene citrate cycles with Cimicifuga racemosa or ethinyl oestradiol--a randomized trial. Reproductive biomedicine online, 19(4), 501–507. https://doi.org/10.1016/j.rbmo.2009.06.007.
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